O conhecimento humano não deve ser circunscrito a uma interface invisível à maioria da população que não utiliza computadores ou que é afetada por apelos digitais que, invés de integradas nos processos de produção de inteligência coletiva, negligencia os anseios da maioria que pretende consumir.
É importante, antes de tudo, conhecer quem é o excluído digital, sob pena de políticas públicas sofrerem incongruências relevantes, a exemplo das havidas no esforço para erradicação do analfabetismo.
Criar um diário eletrônico com fins de adquerir e disseminar conhecimento acerca de Inclusão Digital, foi meu primeiro primeiro pensamento.
Num passado próximo o analfabeto era conceituado como o que não aprendeu a decodificar a escrita. Desse modo, para superar a problema, políticas públicas canalizaram massivos investimentos para processos de treinamento em que os iletrados pudessem desenhar e juntar palavras: criou-se, então, o analfabeto funcional.
Considerado o quanto feito pelos iletrados, cuja condição de cidadania foi negada por séculos, os novos excluídos; agora chamados digitais, podem ser (e frequentemente são), encontrados entre os mais próximos do computador, conduzindo a suposição de que o simples acesso aos computadores, bem assim a proliferação de estações conectadas à Internet vai evitar a inclusão anual, nos ávidos setores da economia, de novos analfabetos funcionais.
Já existem muitos exemplos de ineficácia dos projetos de inclusão digital, em todo o país, gerando a ilusão de que novos segmentos da sociedade estão sendo inseridos na Era da Informática, só porque a distância fisica entre a população e os computadores está diminuindo, quantitativamente.
Vista a vertiginosa demanda por intervenções governamentais para a inclusão digital, uma caracterização, para definir quem é realmente o excluído, deve contribuir para que as políticas públicas de inclusão sejam direcionadas com proficiência, considerando que a inclusão não se encerra apenas na logística da infraestrutura de acesso, mas abrange amplos processos didáticos que só podem ser desencadeados quando computadores e redes estão operacionais.
Como entender a base da demanda? Isto é, por que a gigantesca e crescente inquietação de setores das sociedades de capital privado e de órgãos públicos pela promoção do acesso aos computadores?
Talvez a força motriz advenha do simples fato de que a exclusão digital promove o travamento dos processos de produção, desde o chão de fábrica até o staff que opera em planos mais verticalizados: e esse gargalo no setor de capital humano pode ser determinante para a morte da empresa.
Experimentamos, então, novo ciclo de reprodução dos meios de produção; capital humano, nos moldes de um tecnicismo automatizador e autoreferenciado.
É importante, antes de tudo, conhecer quem é o excluído digital, sob pena de políticas públicas sofrerem incongruências relevantes, a exemplo das havidas no esforço para erradicação do analfabetismo.
Criar um diário eletrônico com fins de adquerir e disseminar conhecimento acerca de Inclusão Digital, foi meu primeiro primeiro pensamento.
Num passado próximo o analfabeto era conceituado como o que não aprendeu a decodificar a escrita. Desse modo, para superar a problema, políticas públicas canalizaram massivos investimentos para processos de treinamento em que os iletrados pudessem desenhar e juntar palavras: criou-se, então, o analfabeto funcional.
Considerado o quanto feito pelos iletrados, cuja condição de cidadania foi negada por séculos, os novos excluídos; agora chamados digitais, podem ser (e frequentemente são), encontrados entre os mais próximos do computador, conduzindo a suposição de que o simples acesso aos computadores, bem assim a proliferação de estações conectadas à Internet vai evitar a inclusão anual, nos ávidos setores da economia, de novos analfabetos funcionais.
Já existem muitos exemplos de ineficácia dos projetos de inclusão digital, em todo o país, gerando a ilusão de que novos segmentos da sociedade estão sendo inseridos na Era da Informática, só porque a distância fisica entre a população e os computadores está diminuindo, quantitativamente.
Vista a vertiginosa demanda por intervenções governamentais para a inclusão digital, uma caracterização, para definir quem é realmente o excluído, deve contribuir para que as políticas públicas de inclusão sejam direcionadas com proficiência, considerando que a inclusão não se encerra apenas na logística da infraestrutura de acesso, mas abrange amplos processos didáticos que só podem ser desencadeados quando computadores e redes estão operacionais.
Como entender a base da demanda? Isto é, por que a gigantesca e crescente inquietação de setores das sociedades de capital privado e de órgãos públicos pela promoção do acesso aos computadores?
Talvez a força motriz advenha do simples fato de que a exclusão digital promove o travamento dos processos de produção, desde o chão de fábrica até o staff que opera em planos mais verticalizados: e esse gargalo no setor de capital humano pode ser determinante para a morte da empresa.
Experimentamos, então, novo ciclo de reprodução dos meios de produção; capital humano, nos moldes de um tecnicismo automatizador e autoreferenciado.
Olá Gilmara,
ResponderExcluirO conteúdo do blog está bem rico. O design também ficou muito interessante, cercado por livros.
Afinal, o conhecimento pode ser obtido de diferentes formas, e a tecnologia não irá substituir os livros, como muitos pensam. Acredito que coexistirão.
Parabéns pelo blog!!
Abraços,
Marcos Lage